A busca é necessária

É necessário tatear nas trevas, eu sei.

A linha do destino nunca se apresenta muito clara aos olhos - mas a vida é assim mesmo.

E é bom que a pessoa tenha que procurá-la; no próprio ato da busca, algo cresce dentro dela.

Osho, em "Criatividade - Liberando Sua Força Interior"
Imagem por S n o R k e l

Fonte: Do Blog Palavra de Osho
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DESALENTO

 Se o mundo dependesse do coração de um poeta,
do olhar de uma criança, do tocar de um violino e
das mãos de um Artesão; esse mundo teria a simplicidade
e beleza de uma flor; teria a humildade de quem pede e a felicidade de quem recebe.
Se o amor dependesse do sofrimento de um poeta, não seria dor, não seria Dom, seria somente amor.
Se a inocência de uma criança se fizesse presente em cada atitude tomada, não teríamos sofrimento, não teríamos tormento. Seria tudo puro, simples e singelo.
E, o artesão a moldar nossas palavras, o violino a tocar os nossos sentimentos, e, esse mundo seria felicidade somente, e não esse total desalento.

Autoria: Aparecida Camilo.

Imagem: Obra de Caravaggio
Postado por: Aparecida Camilo.
VENDA NOS OLHOS



Você conhece a lenda do rito de passagem da
juventude dos índios Cherokees?
O pai leva o filho para a floresta durante
o final da tarde,
venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.

O filho se senta sozinho no topo de uma
montanha durante toda a noite
e não pode remover a venda até os raios
do sol brilharem no dia seguinte.

Ele não pode gritar por socorro para ninguém.
Se ele passar a noite toda lá, será considerado
um homem.
Ele não pode contar a experiência aos outros
meninos porque cada um
deve tornar-se homem do seu próprio modo,
enfrentando o medo do desconhecido.
O menino está naturalmente amedrontado.
Ele pode ouvir toda espécie de barulho.
Os animais selvagens podem, naturalmente,
estar ao redor dele.
Talvez alguns humanos possam feri-lo.
Os insetos e cobras podem vir picá-lo.
Ele pode estar com frio, fome e sede.
O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos,
mas ele não remove a venda .

Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se
tornar um homem.

Finalmente.....

Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.

Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.

Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos!
Mesmo quando não percebemos, Deus está olhando para nós,
'sentado ao nosso lado'.
Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar
que ELE está nos protegendo.

Moral da história:
Apenas porque você não vê Deus, não significa
que Ele não esteja conosco.
Nós precisamos caminhar pela nossa fé, não com
a nossa visão material.
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Casamento...

Reflexão

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar,
eu segurei sua mão edisse: "Tenho algo importante para
te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra.
Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto
calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em
voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres
longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais.
Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso
casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O
meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a
amava mais, sentia pena dela.

Sentindo-me muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para
ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem
vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó
deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse,
pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na
minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela
chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se
materializava e o fim estava mais perto agora.


No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa
escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente,
pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.


Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa,
escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio.
Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais
natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus
examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se
bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do
momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos
casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora
da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca
mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais
intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.


Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi
totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está
carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do
quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter
caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos
e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei
a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos
a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu
dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu
senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti certa intimidade maior com o
corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada
dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus
músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma
série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela
disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que
ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos
últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... Ela carrega tanta dor
e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei
seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de
você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as
manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e
o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de
perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em
seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para
a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei
firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a
segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas.
Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas
palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro
endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as
escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela
"Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com
febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Deu-me um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente.
Eu voltei para ocarro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de
rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de
escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços
todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um
grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha
esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu
estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela.
Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um
divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a
imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu
sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num
relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no
banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não
proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo
de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos
e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.

Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um Casamento.
Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir..


UM CASAMENTO CENTRADO EM CRISTO É UM CASAMENTO QUE DURA UMA VIDA TODA.
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O Palco da Vida
O Lugar Certo
O Cego e o Publicitário em Paris
Palavras
Rachadura
Shakspeare
Que a vida lhe beije na boca
Ouvir os sussurros do coração

Quando você está em silêncio, seu potencial fala com você, sussurra-lhe no ouvido. E esses sussurros são absolutamente categóricos — não há "se" nem "mas".

O coração não conhece "se" e "mas". Ele simplesmente diz que este é o seu destino: tornar-se pintor ou poeta ou escultor ou dançarino ou músico. Ele simplesmente diz que é assim que você se realizará. Ele começa a direcioná-lo.

A função do mestre é ajudar você a estar em silêncio para ouvir os sussurros internos, então sua vida começa a ser guiada por uma disciplina interior. Por isso, não lhe dou nenhuma disciplina exterior, mas o ajudo a descobrir o seu insight. Você então será livre, andará em liberdade.

Sannyas, portanto, não é um cativeiro, não é um culto, não é um credo — é uma declaração de liberdade, é uma declaração de individualidade, é uma declaração de amor e criatividade.

Todos os textos que publico sobre Osho são extraídos do Blog
Palavra de Osho.

Osho, em "Meditações Para a Noite"
Imagem por ellenm1
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Adoção de maiores de 18 anos só vale com o devido processo judicial






 
O Código Civil de 2002 estabelece que é indispensável o processo judicial para a adoção de maiores de 18 anos, não sendo possível realizar o ato por meio de escritura pública. Com esse entendimento, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) conheceu do recurso especial do Ministério Público do Estado do Paraná, para extinguir o procedimento de adoção envolvendo um rapaz de 20 anos. E.A.K. requereu um alvará para a autorização da escritura de adoção do jovem F.A.C.G. O Juízo de primeira instância julgou procedente o pedido e autorizou o procedimento, lavrando a escritura e determinando a averbação na 1ª Vara de Família e Registros Públicos da Comarca de Londrina. No novo registro civil, E.A.K. constava como pai, e os pais dele, como avós paternos, permanecendo inalteradas as demais informações.
O Ministério Público (MP) estadual apelou ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), com o objetivo de reformar a sentença para que fosse extinto o processo sem julgamento do mérito, alegando impossibilidade jurídica do pedido, uma vez que procedimentos de adoção são de competência exclusiva das Varas de Família.
Entretanto, o TJPR negou provimento ao recurso, decidindo que a alegação do MP estadual seria improcedente, pois, na demanda em questão, o magistrado da vara atua tanto como Juiz da Vara de Família como Juiz da Vara de Registros Públicos, “fazendo valer o princípio da economia e celeridade processuais”.
Insatisfeito com a decisão, o MP estadual recorreu ao STJ, argumentando que a adoção, ainda que de jovens maiores de 18 anos, deve obedecer, obrigatoriamente, a processo judicial, não sendo, assim, possível realizá-la por intermédio de escritura pública.
O ministro relator, Luis Felipe Salomão, acolheu os argumentos do MP estadual: “Com efeito, o novo Código Civil modificou sensivelmente o regime de adoção para maiores de 18 anos. Antes, poderia ser realizada conforme vontade das partes, por meio de escritura pública. Hoje, contudo, dada a importância da matéria e as consequências decorrentes da adoção, não apenas para o adotante e adotado, mas também para terceiros, faz-se necessário o controle jurisdicional que se dá pelo preenchimento de diversos requisitos, verificados em processo judicial próprio”.
Em seu voto, o relator transcreveu passagem do jurista Paulo Lobo sobre o tema: “Ao exigir o processo judicial, o Código Civil extinguiu a possibilidade de a adoção ser efetivada mediante escritura pública. Toda e qualquer adoção passa a ser encarada como um instituto de interesse público, exigente de mediação do Estado por seu poder público. A competência é exclusiva das Varas de Infância e Juventude quando o adotante for menor de 18 anos e das Varas de Família, quando o adotando for maior”.
O ministro ressaltou que não se pode falar em excesso de formalismo nesses casos, pois o processo judicial específico garante à autoridade judiciária a oportunidade de verificar os benefícios efetivos da adoção para o adotante e adotando, seja ele menor ou maior, “o que vai ao encontro do interesse público a que visa proteger. Sendo assim, é indispensável, mesmo para a adoção de maiores de 18 anos, a atuação jurisdicional, por meio de processo judicial e sentença constitutiva”, concluiu.
"Um dia ele veio à minha procura"

Um dos grandes místicos indianos, Kabir, diz:
Passei anos e anos procurando Deus e não consegui encontrá-lo. Então desisti da ideia e fiquei tranquilo e amoroso - o que mais poderia fazer? Não conseguia encontrar Deus, então o jeito era estar o mais perto possível da divindade. Assim, fiquei silencioso, tranquilo, amoroso, alegre, como se já o tivesse encontrado - era "como se". Um dia ele veio à minha procura, e desde então não me preocupo muito com ele, mas ele continua me seguindo. Antes eu o chamava: "Deus, onde está você?" Agora, ele me chama: "Kabir, onde está você?"
Kabir está dizendo algo tremendamente importante. Suas palavras exatas são: "Ele continua me seguindo como uma sombra, chamando-me: 'Kabir, Kabir, aonde está indo? O que está fazendo? Posso ajudar?' Nem ligo para ele, agora que conheço o caminho: ele não é um lugar do lado de fora, é do lado de dentro. Não está nos rituais da religião, está no amor. Não está nas formalidades, mas numa amizade informal com a existência".

Osho, em "Meditações Para o Dia"
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A Escola Animal

Um amigo me enviou esta linda história. Eu gostaria que você a conhecesse; ela pode ajudar. A história se intitula "A Escola Animal".

Um dia os animais se reuniram na floresta e decidiram criar uma escola.

Havia um coelho, um pássaro, um esquilo, um peixe e uma enguia, e eles formaram uma Diretoria.

O coelho insistiu na inclusão da corrida no currículo. O pássaro insistiu na inclusão do voo no currículo. O peixe insistiu na inclusão da natação no currículo. E o esquilo disse que a subida perpendicular em árvores era absolutamente necessária ao currículo.

Eles juntaram todas essas coisas e escreveram um roteiro do currículo. Então insistiram em que todos os animais aprendessem todas as matérias.

O coelho, embora tirasse um "A" em corrida, teve uma enorme dificuldade em subida perpendicular em árvores. Ele sempre caía de costas. Logo ele teve um tipo de dano cerebral e não conseguiu mais correr. Ele descobriu que, em vez de tirar "A" em corrida, estava tirando "C", e, é claro, sempre tirou "F" na subida perpendicular.

O pássaro saiu-se maravilhosamente bem em voo, mas quando teve de escavar o chão ele não se saiu tão bem. Sempre quebrava o bico e as asas. Logo ele estava tirando "C" em voo, além de "F" em cavar tocas, e todas as suas tentativas de subida perpendicular em árvores foram um fracasso.

Por fim, o animal que concluiu o curso e fez o discurso de formatura foi a enguia, que era mentalmente retardada e conseguira fazer um pouco de todas as matérias mais ou menos pela metade.

Mas os educadores ficaram contentes porque todos estavam recebendo aulas sobre todas as matérias e aquilo foi chamado de "uma educação abrangente".

Nós rimos da história, mas é assim que as coisas são. É o que aconteceu com você.

Nós realmente estamos tentando fazer todo mundo igual a todo mundo, por isso destruímos o potencial de todos para serem eles mesmos.

Osho, em "Intuição: O Saber Além da Lógica"
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A batalha interior...

Uma noite, um velho índio contou ao neto dele sobre uma batalha que
acontece dentro das pessoas.
Ele disse:
- Meu querido, há uma batalha entre dois lobos dentro de todos nós:
- um é mau: é a raiva, a inveja, o ciúme, a gula, a tristeza, o
desgosto, a cobiça, a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o
ressentimento, a inferioridade, as mentiras, o orgulho falso, a
superioridade e o ego.
- outro é bom: é a alegria, a paz, a esperança, a serenidade, a
humildade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a
verdade, a compaixão e a fé.
O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou:
- Qual o lobo que vence?
E o velho índio simplesmente respondeu:
- Aquele que você alimentar melhor.

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Saiba que só consciência existe

Se você penetrar no seu corpo, três camadas estão lá: bem na superfície está seu corpo. O corpo parece material, mas bem no fundo estão as correntes da vida, prana, a energia vital. Sem essa energia vital seu corpo seria somente um cadáver. Ele está vivo, com alguma coisa fluindo nele.

Esse fluir ‘alguma coisa’ é energia. Mais profundamente, porém, ainda mais fundo, você fica cônscio, você pode testemunhar. Você pode testemunhar tanto seu corpo quanto sua energia vital. Esse testemunhar é sua consciência.

Toda existência possui três camadas. A mais profunda é a consciência testemunha. No meio está a energia vital e bem na superfície está a matéria, o corpo material.

Essa técnica diz: essa consciência existe em cada ser, e nada mais existe. O que você é? Quem é você? Se você fechar seus olhos e tentar descobrir quem você é, no final você está destinado a chegar à conclusão de que você é consciência.

Essa consciência existe em cada ser, e nada mais existe. Viva com essa noção. Seja sensível a isso e onde quer que você vá, mova-se com essa mente e esse coração – que tudo é consciência e nada mais existe.

Mais cedo ou mais tarde, o mundo mudará sua face. Cedo ou tarde, objetos desaparecem e pessoas começam a aparecer em toda parte. Cedo ou tarde, o mundo inteiro subitamente estará iluminado e você saberá que você estava vivendo num mundo de coisas mortas apenas por causa da sua insensibilidade. Do contrário tudo está vivo – não somente vivo, tudo está consciente.

Osho, em "The Book of Secrets"
Imagem por hom26
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A verdade: um espelho limpo

A verdade só é acessível à consciência inocente — uma consciência tão inocente quanto uma criança, uma consciência que não sabe nada.

Quando você sabe, seu espelho fica cheio de poeira — o conhecimento acumula poeira como um espelho.

Quando não sabe nada, você se deslumbra e se maravilha com tudo, seu espelho está limpo. E esse espelho limpo é a verdade.

Osho, em "Meditações Para a Noite"
Imagem por gualtiero
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Dançando como uma árvore

Erga os braços e sinta-se como uma árvore num vento forte. Dance como uma árvore na chuva e ao vento.

Permita que toda a sua energia transforme-se numa energia dançante. Balance e mova-se com o vento, sentindo-o passar por você.

Esqueça que tem um corpo humano — você é uma árvore; identifique-se com ela. Se possível, fique ao ar livre, entre as árvores, transforme-se numa delas e deixe que o vento passe através de você.

Sentir-se identificado com uma árvore é imensamente fortificante e nutritivo. Entra-se facilmente na consciência primal. As árvores estão aí; fale com elas, abrace-as e, de repente, sentirá que tudo vem de volta.

E se não for possível sair ao ar livre, pare no meio da sala, visualize-se como uma árvore e comece a dançar.

Osho, em "O Livro Orange"
Imagem por Uqbar is back
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Deus é uma fusão

Eu digo que não sei; você não pode encontrar um homem mais ignorante que eu. Não há nenhuma verdade e não há nenhum caminho. Eu não alcancei nenhum lugar, estou simplesmente aqui e agora.

Se você puder seguir este homem ignorante, a sua mente vai desistir. Porque a mente sempre segue o conhecimento, e quando a mente desiste não há nenhuma necessidade de ir para lugar algum. Tudo está disponível, sempre esteve disponível; você nunca perdeu isto.

Só por causa de sua busca, você não pôde olhar para isto. Sua mente, focada no futuro, na meta, não pode olhar.

A verdade o cerca, você existe nisto. Da mesma forma que os peixes existem no oceano, você existe na verdade. Deus não é uma meta, Deus é o que é aqui e agora. Estas árvores, estes ventos que sopram, estas nuvens que se movem, o céu, você, eu, é isto que Deus é. Não é uma meta.

Abandone a mente e o divino. Deus não é um objeto, é uma fusão. A mente resiste a uma fusão, a mente é contra a rendição; a mente é muito esperta e calculista.

Osho, em "Um Pássaro em Voo: Conversas Sobre o Zen"
Imagem por GollyGforce
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Resultados da realização logosófica nos aspectos mais proeminentes da vida humana


Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)
Com este artigo, damos início à apresentação dos resultados do estudo logosófico nos aspectos mais importantes da configuração humana.

No individual, destacamos a eficácia do método pela soma de vantagens que cada qual vai anotando em seu haver pessoal. Entender-se-á que os benefícios que o indivíduo vai recebendo quando realiza seu processo de evolução consciente são, evidentemente, os resultados positivos que ele obtém enquanto cumpre com empenho e constância as diretrizes que a Logosofia estabelece em seu auxílio, resultados estes que resumiremos assim:

1) Aprende a conduzir sua vida conscientemente. Isso lhe outorga vantagens de toda ordem, porque sabe a que se ater em cada circunstância ou diante de qualquer situação. Age em todos os casos sem precipitações, tendo em conta o que sua vida representa e o que dela deve fazer para sua felicidade futura.

2) Aprende a ser dono dos pensamentos que atuam em sua mente e controla todo pensamento externo que tente influenciá-la. Sabe como aumentar, mediante a função seletiva de sua inteligência, o número e qualidade dos pensamentos que favorecem sua evolução, e como eliminar os que a entorpecem.

3) Muda sua conduta, seu modo de ser e de agir, com o que enaltece, em tempo relativamente breve, o conceito que dele se tinha, tanto entre seus familiares como no círculo de suas amizades ou vinculações fortuitas.

4) Satisfaz plenamente suas inquietudes de ordem espiritual, tranquiliza as psicológicas e encaminha com favorável auspício as econômicas.

5) Adquire segurança no pensar e no agir.

6) Seu caráter, antes agressivo, irascível, amargurado ou triste, torna-se sereno, alegre e otimista.

7) Enriquece sua consciência com o concurso de conheci­mentos transcendentes. Esses conhecimentos lhe permitem introduzir-se em seu mundo interno e explorá-lo. Ao fazer isso, toma contato com o mundo metafísico ou transcendente, fonte das concepções eternas, por ser mental sua poderosa e fecunda força criadora.

8) Consolida a fé em si mesmo, fato este que o emancipa de toda fé baseada no abstrato, incapaz de resistir à analise sensata da razão. A fé em si mesmo é sinal evidente de integridade moral e espiritual, e adquire força categórica na livre decisão da vontade do indivíduo.

9) Alcança, finalmente, a redenção de si mesmo, prerrogativa que a Lei de Evolução lhe concede.* É precisamente no pro­cesso de evolução consciente, paralelo ao conhecimento de si mesmo, que o ser encontra, como esculpidos em relevo, os erros cometidos e as dívidas que contraiu ao longo de sua existência. Tais erros, ele os pode reparar até culminar na liberação de tão pesada carga, graças à capacitação logosófica alcançada; quanto às dívidas contraídas, podem elas ser definitivamente canceladas, ao se fazer o bem conforme a Logosofia prescreve, conscientemente, e com tal qualidade e volume que exceda com folga a totalidade dos erros, desacertos e tudo quanto de mau possa ele ter feito até o momento de iniciar seu processo de evolução.


* Ver o livro O Mecanismo da Vida Consciente, cap. 4 e 14, do autor.
 
Trechos extraídos do livro Curso de Iniciação Logosófica, p. 75.
A totalidade é a cura

Amor.

O desejo pela totalidade é inerente a tudo, mas somente o homem tornou-se consciente disso.

Dessa forma o homem vive sob tensão, e apenas quando esse anseio é realizado seu estado negativo de tensão é eliminado.

A tensão é simbólica do potencial infinito como também das infinitas possibilidades.

O homem não é o que ele pode ser, e a menos que ele seja aquilo que ele pode ser ele não pode ficar à vontade.

Esse mal-estar é o homem, e a saúde está na totalidade.

O fato de que a língua inglesa possui uma mesma raiz para as palavras todo (whole), sagrado (holy) e cura (heal) oculta uma profunda verdade:

Aquele que é total é também curado, e ser curado é ser total.

Essa integridade só pode ser alcançada tornando-se totalmente consciente de si mesmo: a escuridão do inconsciente é para ser penetrada e transformada em luz.

E a meditação é o método.

Osho, em "A Cup of Tea"
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Uma Lenda Chinesa
  Uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o
marido na casa da sogra.
    Depois de algum  tempo, começou a ver que não se
adaptava à sogra.
    Os temperamentos eram muito diferentes e Lin se
irritava com os hábitos e costumes da sogra,
    que criticava cada vez mais com insistência.
    Com o passar dos meses, as coisas foram piorando,
a ponto de a vida se tornar
    insuportável.
    No entanto, segundo as tradições antigas da China,
a nora tem que estar sempre a serviço
    da sogra e obedecer-lhe em tudo.
    Mas Lin, não suportando por mais tempo a idéia de
viver com a sogra, tomou a decisão de ir
    consultar um Mestre, velho amigo do seu pai.
    Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num
ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe:
    - Para te livrares da tua sogra, não as deves usar
de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vais
misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e
assim ela vai-se envenenando lentamente.
    Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer,
ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em
tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a
a resolver os seus problemas.
    Lin respondeu: "Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o
que me recomenda.
    Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o
projeto de assassinar a sogra.
    Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não,
uma refeição preparada especialmente para a sogra.
    E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang
para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia
à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.
    Passados seis meses, toda a família estava mudada.
    Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia.
    Durantes estes meses, não teve uma única discussão com a sogra,
que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela.
    As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha.
    Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe:
    Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra.
    É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe.
    Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou.
    Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: Lin, não te preocupes.
    A tua sogra não mudou. Quem mudou foi você .
    As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde.
    O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo
amor e carinho que lhe começaste a dedicar.
    Na China, há um provérbio que diz:
    "A pessoa que ama os outros também será amada".
    E os árabes têm outro provérbio:
    "O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos".
    As pessoas que mais nos dão dor de cabeça hoje poderão vir a ser as que
mais nos darão alegrias no futuro.
    Invista nelas...cative-as, ouça-as, cruze seu mundo com o mundo delas.
    Plante sementes.
    Não espere o resultado imediato...colha com paciência.
    Esse é o único investimento que jamais se perde.
    Se as pessoas não ganharem, você, pelo menos, ganhará :
    Paz interior, experiência e consciência de que fez o melhor.
Façamos um esforço como a nora fez, para com as pessoas que parecem nos odiar...

Imagens: Obras de Tamayo
Editado por Aparecida Camilo.
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A CESTA DE CARVÃO

Numa fazenda do leste do Kentucky,
uma história  é contada e repetida muitas vezes
pelos moradores daquele lugar.
Dizem que é uma história real de um velho homem
que morava numa fazenda daquelas montanhas
 com seu jovem neto.
Todas as manhãs, o avô se sentava cedo à mesa da cozinha
para ler a sua velha Bíblia desgastada.
A referência familiar do menino era o vovô
e o neto gostava de imitá-lo em todas as coisas
que ele fazia.
Era lindo de se ver o relacionamento de amor entre eles.
O neto um dia perguntou: 
Vovô, eu quero ser como senhor e ler a Bíblia.
Eu quero amar este livro como o senhor ama,
mas eu não o entendo,
e o que é pior é que quando eu leio uma coisa,
em seguida eu me esqueço e nem sei mais o que eu li.
Então vovô,
como este livro poderá fazer bem à minha vida?
Vovô me explique: Como a Bíblia poderá me ajudar?? 
Sem perder a paciência
e com muito carinho e amor,
o vovô parou de jogar o carvão no grande fogão a lenha da casa
e falou com seu neto com muita atenção:
?Meu neto quero que você apanhe esta cesta suja de carvão,
que está vazia agora,
e vá até o rio e encha de água para mim, por favor.
Você pode fazer isso??
O menino falou com muita alegria:
?Claro que eu posso vovô. Já estou indo.?
E saiu correndo com o cesto para o rio. Encheu o cesta com água e voltou correndo.
Mas a água vazou pela cesta e quando o menino chegou, ela estava vazia.
O vovô sorriu  e abraçou o neto.  E falou outra vez:
"Acho que você terá que correr... Vá mais rápido desta vez...?
E o neto foi correndo para agradar ao vovô querido.
Mas quando voltou a cesta estava vazia novamente.
O  neto então disse ao vovô que com aquele cesto era impossível
e só com o balde ele conseguiria a água.
Mas o vovô disse:
"Eu não quero um balde de água; Eu quero uma cesta de água.
Você pode conseguir isso. Se esforce.?
Mas o neto havia sentido que esta era uma tarefa impossível.
Mas com a palavra do vovô, ele correu ao rio o mais rápido que podia.
E quando chegou, a cesta estava vazia.
Com o coração disparado pela correria, ele diz ao vovô:
 "Viu vovô. É impossível. Eu não consigo. Isto é inútil."
"Porque pensas que é inútil?
disse o velho
"Olha agora para dentro do cesto?. 
O menino olhou para o cesto
e pela primeira vez ele percebeu que a cesta parecia diferente. 
A CESTA ESTAVA LIMPA.
A sujeira do carvão não mais existia.
"Filho",
(disse o avô) 
 ? é isso que acontece quando você lê a Palavra de Deus. 
É bem provável que você não consiga se lembrar de tudo que leu.
Nem eu também.
Mas, mesmo que você não veja,
quando você lê esta Palavra,
ela vai mudando o seu interior continuamente.
E é isso que o Senhor Deus faz em nossas vidas. 
Ele vai nos mudando por dentro,
e bem devagarzinho,
e nos transformando à imagem de Seu Filho, Jesus. "


 
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Eu sou um anarquista diferente

Eu sou um anarquista de uma categoria totalmente diferente daquela de todos os anarquistas que já existiram sobre a face da terra.

Sou uma categoria composta de mim mesmo, pois o meu enfoque é completamente diferente.

Não sou contra o governo, sou contra a necessidade de governo.

Não sou contra os tribunais, sou contra a necessidade de tribunais.

Algum dia, em alguma época, vejo a necessidade de o homem ser capaz de viver sem nenhum controle — religioso ou político — pois ele será uma disciplina em si mesmo.

Osho, em "Liberdade: A Coragem de Ser Você Mesmo"
Imagem por walkkabouts
História do Samba de Gafieira
 Dança popular e gênero musical derivado de ritmos e melodias de raízes africanas, como o Lundu e o Batuque. A coreografia é acompanhada de música em compasso binário e ritmo sincopado. Tradicionalmente, é tocado por cordas (cavaquinho e vários tipos de violão) e variados instrumentos de percussão. Por influência das orquestras americanas em voga a partir da segunda guerra mundial, passaram a ser utilizados também instrumentos como trombones e trompetes, e, por influência do Choro, flauta e clarineta. Apesar de mais conhecido atualmente como expressão musical urbana carioca, o samba existe em todo o Brasil sob a forma de diversos ritmos e danças populares regionais que se originaram do Batuque. Manifesta-se especialmente no Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
Como gênero musical urbano, o Samba nasceu e desenvolveu-se no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX. Em sua origem uma forma de dança, acompanhada de pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima, foi divulgado pelos negros que migraram da Bahia na segunda metade do século XIX e instalaram-se nos bairros cariocas da Saúde e da Gamboa. A dança incorporou outros gêneros cultivados na cidade, como Polca, Maxixe, Lundu, Xote etc., e originou o samba carioca urbano e carnavalesco. Surgiu nessa época o Partido Alto, expressão coloquial que designava alta qualidade e conhecimento especial, cultivado apenas por antigos conhecedores das formas antigas do samba.

Em 1917 foi gravado em disco o primeiro Samba, Pelo telefone, de autoria reivindicada por Donga (Ernesto dos Santos). A propriedade musical gerou brigas e disputas, pois habitualmente a composição se fazia por um processo coletivo e anônimo. Pelo telefone, por exemplo, teria sido criado numa roda de partido alto, da qual participavam também Mauro de Almeida, Sinhô e outros. A comercialização fez com que um samba passasse a pertencer a quem o registrasse primeiro. O novo ritmo firmou-se no mercado fonográfico e, a partir da inauguração do rádio em 1922, chegou às casas da classe média.
Os grandes compositores do período inicial foram Sinhô (José Barbosa da Silva), Caninha (José Luís Morais), Pixinguinha (Alfredo da Rocha Viana) e João da Baiana (João Machado Guedes). Variações surgiram no final da década de 1920 e começo da década de 1930: o Samba-Enredo, criado sobre um tema histórico ou outro previamente escolhido pelos dirigentes da escola para servir de enredo ao desfile no carnaval; o Samba-Choro, de maior complexidade melódica e harmônica, derivado do choro instrumental; e o Samba-Canção, de melodia elaborada, temática sentimental e andamento lento, que teve como primeiro grande sucesso Ai, ioiô, de Henrique Vogeler, Marques Porto e Luís Peixoto, gravado em 1929 pela cantora Araci Cortes.
Também nessa fase nasceu o samba dos blocos carnavalescos dos bairros do Estácio e Osvaldo Cruz, e dos morros da Mangueira, Salgueiro e São Carlos, com inovações rítmicas que ainda perduram. Nessa transição, ligada ao surgimento das escolas de samba, destacaram-se os compositores Ismael Silva, Nilton Bastos, Cartola (Angenor de Oliveira) e Heitor dos Prazeres. Em 1933, este último lançou o samba Eu choro e o termo "breque" (do inglês break, então popularizado com referência ao freio instantâneo dos novos automóveis), que designava uma parada brusca durante a música para que o cantor fizesse uma intervenção falada. O Samba-de-Breque atingiu toda sua força cômica nas interpretações de Moreira da Silva, cantor ainda ativo na década de 1990, que imortalizou a figura maliciosa do sambista malandro.

O Samba-Canção, também conhecido como samba de meio do ano, conheceu o apogeu nas décadas de 1930 e 1940. Seus mais famosos compositores foram Noel Rosa, Ari Barroso, Lamartine Babo, Braguinha (João de Barro) e Ataulfo Alves. Aquarela do Brasil, de Ari Barroso, gravada por Francisco Alves em 1939, foi o primeiro sucesso do gênero Samba-Exaltação, de melodia extensa e versos patrióticos.
A partir de meados da década de 1940 e ao longo da década de 1950, o samba sofreu nova influência de ritmos latinos e americanos: surgiu o Samba de Gafieira, mais propriamente uma forma de tocar -- geralmente instrumental, influenciada pelas orquestras americanas, adequada para danças aos pares praticadas em salões públicos, gafieiras e cabarés -- do que um novo gênero. Em meados da década de 1950, os músicos dessas orquestras profissionais incorporaram elementos da música americana e criaram o Sambalanço. O partido alto ressurgiu entre os compositores das escolas de samba dos morros cariocas, já não mais ligado à dança, mas sob a forma de improvisações cantadas feitas individualmente, alternadas com estribilhos conhecidos cantados pela assistência. Destacaram-se os compositores João de Barro, Dorival Caymmi, Lúcio Alves, Ataulfo Alves, Herivelto Martins, Wilson Batista e Geraldo Pereira.
Com a Bossa Nova, que surgiu no final da década de 1950, o samba afastou-se ainda mais de suas raízes populares. A influência do Jazz aprofundou-se e foram incorporadas técnicas musicais eruditas. O movimento, que nasceu na zona sul do Rio de Janeiro, modificou a acentuação rítmica original e inaugurou um estilo diferente de cantar, intimista e suave. A partir de um festival no Carnegie Hall de Nova York, em 1962, a bossa nova alcançou sucesso mundial. O retorno à batida tradicional do samba ocorreu no final da década de 1960 e ao longo da década de 1970 e foi brilhantemente defendido por Chico Buarque de Holanda, Billy Blanco e Paulinho da Viola e pelos veteranos Zé Kéti, Cartola, Nelson Cavaquinho, Candeia e Martinho da Vila.

Na década de 1980, o Samba consolidou sua posição no mercado fonográfico e compositores urbanos da nova geração ousaram novas combinações, como o paulista Itamar Assunção, que incorporou a batida do Samba ao Funk e ao Reggae em seu trabalho de cunho experimental. O Pagode, que apresenta características do Choro e um andamento de fácil execução para os dançarinos, encheu os salões e tornou-se um fenômeno comercial na década de 1990.



Do Site: http://www.costaverdesp.com.br/aulasdedancadesalao/sambadegafieira.htm.
A História da Salsa
 A música hoje chamada salsa é uma mescla de ritmos afro-caribenhos, tais como o son montuno, o mambo e a rumba cubanos, com a bomba e a plena porto-riquenhas. A salsa nasceu em Cuba, por volta dos anos 60, e é uma espécie de adaptação do mambo da década de 1950. Recebeu ainda influências do merengue (da República Dominicana), do calipso de Trinidad e Tobago, da cumbia colombiana, do rock norte-americano e do reggae jamaicano. Hoje, é uma mistura de sons e absorve influências de ritmos mais modernos como rap ou techno. A dança é caracterizada pelo compasso quaternário.
Salsa, em castelhano, significa "tempero", e a adoção do nome quis transmitir a idéia de uma música com "sabor". O movimento que originou este novo estilo de música latinoamericana começou em Nova Iorque, quando um grupo de jovens músicos começou a mesclar sons e ritmos visando criar uma sonoridade que tivesse um "sabor" latino-americano.
A salsa debutou no hotel Saint-George, do Brooklyn (Nova Iorque), onde o grupo Lebron Brothers, de origem porto-riquenha entusiasmou o público no início dos anos 70. Daí se espalhou entre as comunidades latino-americanas nos EUA e Porto Rico, depois a Cuba, Venezuela, Colômbia e outros países de língua espanhola. Nomes como Tito Puente, Celia Cruz, Johny Pacheco, Hector Lavoe e Willie Colón(La Fania) se tornaram expoentes do gênero.

O excessivo comercialismo em fins dos anos 70 converteu a salsa numa fórmula que apenas imitava a si mesma. Nos anos 80, [b]a salsa é invadida pelo[/b] merengue da República Dominicana, e também pela música disco. Neste momento, surge uma nova geração de músicos como Frankie Ruiz, Eddie Santiago e Luis Henrique, que começam a mudar o panorama da música latina criando a chamada "salsa erótica" - para muitos, uma traição do próprio caráter da salsa, machista, forte, ligada às ruas. No entanto, esta salsa erótica ou sensual trouxe nova atenção ao gênero.
Na década de 1980 a salsa se espalhou pelo México, Argentina, Europa e chegou ao Japão, onde surgiu a Orquestra de La Luz, banda onde todos os integrantes são japoneses. Enquanto isto, o ritmo do merengue se tornava mais e mais popular em países como Porto Rico, e era o ritmo que embalava as discotecas de música latina.
Um país no qual se produziu, nos últimos anos, uma expansão da salsa com maior vigor é a Colômbia, destacando-se Joe Arroyo, o grupo Niche e a orquesta Guayacán. Entre os híbridos mais recentes da salsa, destacam-se os chamados "mereng-house", a "salsa merengue" e "salsa gorda".
No Brasil, a salsa foi difundida pelo bailarino Fernando Claumann.

Em 2000, surge a primeira companhia especializada em salsa no Brasil, a Conexión Caribe Companhia de Danças, que em 2001 cria o Encontro Nacional de Salsa, evento anual que à partir de 2003 se transforma no Congresso Mundial de Salsa do Brasil, um dos maiores eventos do gênero, no mundo.
A HISTÓRIA DO FORRÓ – O RITMO, A DANÇA, A MÚSICA
 A história do forró começou com o estilo xaxado, (por causa dos pés – a pisada), dança esta, que era coreografada individualmente, em 1920, no sertão pernambucano. Dizem que o bando de cangaceiros de Lampião foi quem levou o xaxado para outras regiões do nordeste, inclusive nos bailes do candeeiro ou o baile do fole, como era chamado carinhosamente a safona.
Há a versão mais popular de sua origem, é que o nome forró significa For All (Para Todos): a de que o nome viria dos dizeres For All (em inglês para todos). A frase vinha escrita nas portas dos bailes promovidos pelos ingleses em Pernambuco, no início do século, quando eles vieram para cá construir ferrovias. Se a placa estivesse lá era sinal de que todos podiam entrar na festa, regada a ritmos dançantes que prenunciavam o forró de hoje, essa era a versão defendida por Luiz gonzaga. Nestes bailes tocavam todos os tipos de música e também o ritmo precursor do forró atual.
A segunda versão é dada pelo historiador e pesquisador da cultura popular Luís da Câmara Cascudo, que diz que a origem é o termo africano "forrobodó", que significaria festa, bagunça. Em alguns povoados pequenos do país (como na Ilha Grande- RJ ou na Ilha do Mel- PR) forró significa bailão popular ou arrasta pé, onde se dança de tudo.
TUDO COMEÇOU “COM DOIS PRÁ LÁ, DOIS PRÁ CÁ – Em 1940, o velho LUA (LUIS GONZAGA), começou a tocar safona em São Paulo, onde criou sua primeira música de forró, com o título: o “baião”, e ficou conhecido como o REI DO BAIÃO, estilo novo de dança, dançado a dois: “dois pra lá, dois pra cá”, a música era tocada com uma safona, um zabumba e um triângulo. Em 1941, Luís Gonzaga começou a tocar em bailes, bares e festas, onde o ritmo recebeu o nome carinhosamente de Xote, nome que veio da Europa, com seu primeiro sucesso Chamego, o estilo do forró foi batizo com esse nome por causa dos pés dos dançarinos, por isso o ritmo é xoteado, com uma frase singular chiado da chinela. Para comemorar o dia de São João no interior de Pernambuco, foi feita várias músicas de origem do forró, que aí se denominou a dança da quadrilha, onde se espalhou pelo nordeste, em outros estados: Paraíba, Alagoas, Sergipe, Ceará, Rio Grande do Norte até chegar à Bahia.
Em 1980 o ritmo mudou de nome, saindo do xote para o coladinho, denominado na Paraíba, com a mesma música, logo em seguida veio à denominação “pé de serra”, mais tarde outra denominação o “arrasta-pé”.
Em 1990 o forró tomou outro estilo de música e dança, saindo dos instrumentos: safona, zabumba e triângulo para o forró eletrônico (guitarra, baixo e teclado), criando nova denominação o “forró bate-coxa”. Temos que abrir um parêntese para os cantores Jackson do Pandeiro que incluiu a dança e a música do côco no forró, Anastácia, Alceu Valença e o músico Dominguinhos que difundiu o forró em todo o Brasil, logo em seguida veio o cantor Genival Lacerda que foi o precursor do “forró malícia”. Começaram então as

ramificações do forró com os estilos: lambaforró e o oxentmusic, com a participação de compositores cearenses, como Rita de Cássia, Redondo e a Banda Aquariús (Fortaleza), criada em 1985. A banda Mastruz com Leite foi criada em novembro de 1990, para abrir o shows de uma outra banda(Banda Aquarius), que já fazia sucesso em Fortaleza, no Estado do Ceará, Mastruz com Leite, por ironia do destino, superou o sucesso de Banda Aquarius e conseguiu se tornar a mais conhecida banda de forró do Brasil. Outras bandas surgem também como Magníficos, Capital do Sol, Brucelose, Limão Com Mel e Banda Styllus.

Do Site: http://pt.shvoong.com/história-forró-ritmo-dança-música
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